Avançando na prática
A atividade realizada neste dia foi extraída do AAA6, p. 105, versão do professor. Os alunos ouviram a leitura do texto “A providência divina” feita por mim, em seguida receberam uma folha com o texto digitado para realizarem a sua leitura e colarem no caderno.
Após fizemos oralmente uma interpretação da história ouvida e lida, chegando a conclusão de que se trata de um causo popular como desses que escutamos em roda de conversa, ao redor de uma fogueira ou em noites frias, antes de dormir.
Como tarefa de casa, pedi que cada aluno pesquisasse com algum familiar um causo para ser contado à turma na aula seguinte. Pudemos realizar a roda de causos, tantos foram os que trouxeram.
É uma atividade interessante, pois valoriza a história popular, a historia de antigamente que é contada de geração em geração. Nossos jovens “não têm tempo, nem interesse em sentar e ouvir pessoas mais vividas contar o que viram ou ouviram”. A atividade resgata o diálogo que se perdeu entre pais e filhos, netos e avós, devido às novas tecnologias.
A providência divina
Joaquim tinha muita fé em Deus, mas era um pouco teimoso.
Morava numa casinha que ficava perto de um grande rio.
Sua roça não ia muito bem, mas ele esperava que a providência divina tomasse
conta.
Continuava descansado.
Capinava somente quando o tempo era bom e o sol não estivesse muito quente.
Cuidava da terra somente quando não tinha mais jeito e o mato estava tomando
conta de tudo.
Esperava a providência divina.
O telhado da casa estava precisando de conserto, mas deixava para depois.
A cerca estava caída, mas deixava para depois.
A estradinha da roça tinha buracos, mas esperava passar o trator do governo.
Joaquim era assim.
Deixava tudo para a providência divina.
Seu amigo Pedro era diferente. Trabalhava de sol a sol.
Pedro via que Joaquim estava muito descansado e dizia:
– Joaquim, está no tempo de limpar a roça. A providência divina não cuida de tudo.
Você tem que ajudar primeiro. Preparar tudo para a providência divina trazer uma boa
colheita.
– Ah! Pedro, Deus é meu amigo e vai cuidar de tudo.
Deus até desconfiava de tanta fé, pois Ele tinha dito nas escrituras: Faça a sua parte
que eu te ajudarei!
E assim corria o tempo.
Na época das chuvas aconteceu uma grande enchente na região. A chuva não
parava e o rio foi subindo devagar. Depois de alguns dias de temporal, a água do rio veio
arrasando tudo. A água subiu, subiu e estava chegando na casa de Joaquim.
Todo mundo foi abandonando suas casas para se salvar.
Joaquim ficou.
A todo mundo que passava chamando para que Joaquim fosse para o alto da montanha,
ele respondia:
– A providência divina vem me salvar.
A cavalo, a pé, de carro de boi, de burro... todos subiam para as montanhas onde
a água não chegaria.
Passou a carroça de seu Manoel, que ofereceu ajuda. Mas Joaquim respondeu:
– Não, obrigado. Deus é meu amigo e vai cuidar de tudo. A providência divina
vem me salvar.
A água foi subindo. A água foi subindo. Já estava pelo meio da casa. Joaquim subiu
na janela.
Passou o trator do governo puxando uma carreta cheia de gente. O motorista gritou:
– Vamos, seu Joaquim! A enchente vem aí!
– Não, obrigado. Deus é meu amigo e vai cuidar de tudo. A providência divina
vem me salvar.
A água já estava cobrindo a janela, e Joaquim subiu no telhado.
Passou um barco, e o pescador gritou:
– Vem muita chuva ainda! Vamos com a gente, seu Joaquim!
Mas ele respondeu:
– Não, obrigado. Deus é meu amigo e vai cuidar de tudo. A providência divina
vem me salvar.
À noite o temporal aumentou. A água arrastou tudo que estava perto do rio. A enchente
levou a casa de Joaquim. Como ele não sabia nadar, morreu afogado.
Apesar da teimosia, Joaquim era um homem bom e foi para o céu.
Quando chegou no céu, São Pedro o recebeu:
– Seu Joaquim, o senhor não se salvou?
– É, eu fiquei esperando a providência divina, mas parece que ela não chegou. Deus
dessa vez faltou comigo. Logo eu que confiei tanto nele!
Deus ia chegando, entrou na conversa e disse:
– Joaquim, eu mandei uma carroça, você não quis aceitar ajuda. Eu mandei um trator,
você não quis aceitar ajuda. Cheguei a mandar um barco, e você não quis entrar.
Não dava para insistir mais! Parece que você queria mesmo vir para junto de nós!
OLIVEIRA, Jô. Providência Divina. Brasília: L.G.E., 2003.
Causos que os alunos ouviram de familiares:
Contavam antigamente que certo senhor, Turubião, andava a cavalo pela cidade sempre armado e com uma capa preta.Este senhor morava na divisa dos municípios de Humaitá e Sede Nova. Toda vez que este senhor chegava na cidade de Humaitá, com seu imponente cavalo, além do respeito obtido, abria alas entre as pessoas, tanto do comércio como nas ruas da cidade com sua chegada.
Daniel
BOLA DE UM CLARÃO
Meu pai me contou:
Alguns anos atrás, uns rapazes da vizinhança voltaram a meia-noite e viram no vizinho um clarão em forma de bola entrando na casa, voando na direção da escada. Outro dia eles arrancaram a escada, cavaram e encontraram uma agulha de bronze. Nunca mais a bola de fogo voltou.
Depois daquilo nunca mais alguém dormiu naquela casa... Esse causo é real... Micheli Andres
Depois daquilo nunca mais alguém dormiu naquela casa... Esse causo é real... Micheli Andres
Em uma cidade muito pequena havia um bolicho onde o dono vendia muito vinho pela redondeza.
Todos os dias pela manhã quando ele abria o bar dava falta do vinho que havia deixado em nas pipas e havia três copos com um pouco de vinho em cima da mesa. Certo dia ele pensou: “Hoje eu pego esses ladrões de vinho”.
Quando chegou a noite, ele fechou o bar e ficou espiando, era meia noite em ponto. Escutou um barulho na porta, de repente entraram três mulheres muito lindas (eram três bruxas) e começaram a beber e dar gargalhadas. De repente o dono do vinho apareceu e disse: “Agora sim, peguei vocês, suas ladras”.
Elas disseram: “Nossa Senhora” e perderam os seus poderes, a sua magia. Porque toda a bruxa tem suas magias, mas essas bruxas não podem dizer “Nossa Senhora” porque elas perdem os poderes.
Depois desse fato acontecido nunca mais faltou vinho nas pipas do bolicheiro.
KELY
Meu pai que tinha 12 anos, morava em Coxilha Alta. Toda a noite se avistava uma luz, perto da pedreira, essa luz aparecia sempre à noite, mas quando meu pai e meu avô iam verificar, essa luz desaparecia, todos os vizinhos iam procurar o tal mistério da luz.
E ATÉ HOJE NÃO FOI DESCOBERTO O QUE SIGNIFICA ESSA LUZ...
LILIANE
Uma vez uma moça que namorava um rapaz. Ele era lobisomem e ela não sabia. Ela casou, e todas as sextas-feiras ele saia a meia-noite.
Um dia, na sexta-feira a meia-noite ele saiu, ela seguiu ele. E dai ela viu que ele era lobisomem, ela chamou ele pelo nome e ele correu atrás dela .
Ela se escapou dele, subiu numa arvore, mas ele se agarrou com seus dentes em sua saia.
Ela gritou por socorro para os seus visinhos, e enfim ela se separou dele.
Os irmãos prepararam uma armadilha para o lobisomem, mas ele tinha indo na casa dela. Ela estava dormindo e ele a atacou arrancando os seus seios. E a matou. Seus irmãos armados, viram que ela tava morta, mataram o lobisomem.
TAILANA
Ela gritou por socorro para os seus visinhos, e enfim ela se separou dele.
Os irmãos prepararam uma armadilha para o lobisomem, mas ele tinha indo na casa dela. Ela estava dormindo e ele a atacou arrancando os seus seios. E a matou. Seus irmãos armados, viram que ela tava morta, mataram o lobisomem.
TAILANA
A história do piticinho
Minha vó contava para meus tios e para minha mãe que quando ela e o pai dela (meu bisavô)passavam de charrete por um estradão, que era uma descida, um piticinho (burrinho)acompanhava-os. Mas quando subiam o serro o piticinho já não estava mais em parte nenhuma. Isso acontecia por causa que um piticinho tinha morrido nesse lugar... As terras eram do meu bisavô, mas depois passou a ser do meu vô (João) que hoje já não vive mais. Essas terras ficaram conhecidas como CANHADO DO PITIÇO!!
ANA
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