quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

AVALIAÇÃO DO GESTAR II

Estamos encerrando o GESTAR, para alguns é o ponto final de mais uma etapa. Para nós, professoras da rede municipal de ensino do município de Humaitá trata-se apenas de uma pausa, ou seja, um tempinho para organizarmos o que ainda falta – últimos relatórios, avaliação do programa, porta fólio, fotos e atividades dos alunos – para apresentarmos o nosso trabalho final e... merecidas férias.
Porém, quando o ano letivo reiniciar retornamos também ao estudo e a prática dos TPs e dos AAAs. Opção nossa, pois pensamos que ainda não esgotamos o material que é tão rico em teoria e ainda mais rico em sugestões de atividades para se trabalhar com as turmas.
Conseguimos neste ano de 2009 realizar um estudo de todos os TPs nos enviados, TP1, TP2, TP3, TP4, TP5 e TP6 e com certeza colher bons frutos em sala de aula. Entretanto, sentimos a necessidade e ou, a vontade, de dar continuidade aos trabalhos porque é muito produtivo. As sugestões de atividades diversificadas e criativas que se apresentam no material são muito bem aceitas pelos alunos e nos abrem caminhos para ir além. Ficar na mesmice, na comodidade, já não é há muito tempo o que o nosso educando espera da escola. Extrapolar tudo o que é modelo é dever do professor. É preciso criar um ambiente desconhecido, uma aula de Português que seja imprevista pelos alunos para despertar neles a curiosidade em saber “o que é que vai ser feito hoje?”
Além disso, enfocar diariamente a leitura. A cada atividade proposta, a leitura e sua interpretação devem estar presentes, mesmo que muitas vezes o professor apresente a seus alunos de forma imperceptível, eles precisam criar o hábito de ler livros para, a partir daí, “ler o mundo” com mais facilidade.
O GESTAR II é uma forma de abordagem desses conhecimentos de forma teórica e prática e pretende com isso conscientizar o regente de turma a melhorar sua aula sem melindrá-lo. Só não muda quem não quer.
A professora Daiana nos apresentou este programa de forma tranquila e sabedora. Soube ser flexível às necessidades das cursistas e foi, principalmente, responsável pelo acréscimo de conhecimento que obtivemos nestes meses de prática do GESTAR II. Trouxe-nos, além do proposto pelos TPs, dinâmicas em grupo, em duplas, músicas, data show, filmes e mensagens. Espero que em 2010 possamos possamos novamente, e juntamente com ela dar continuidade àquilo que iniciamos neste que está se findando e que o trabalho exposto nos blogs não seja apenas uma forma de avaliação de como aconteceu o projeto no município de Humaitá, e sim, um modelo a ser visto, analisado e seguido por aqueles que ainda não o conhecem e estão à procura de algo inovador.
Avaliação do Projeto Leitura

Meu Projeto de Leitura elaborado no dia 14 de julho de 2009 durante o 5º e o 6º encontro do GESTAR II e postado no dia 20 de julho do corrente ano, sofreu grandes mudanças. Como tudo no ensino é flexível, sujeito a transformações, decidi dar sequência a uma atividade que iniciei na 5ª série, turma 52 a qual substituiu o planejado no projeto.
A mencionada atividade de Leitura e Escrita que realizei com os alunos desenvolveu-se a partir de sugestão encontrada na página 95 do TP2 e teve o objetivo de treinar a leitura oral dos alunos, desenvolver a prática da produção de texto e principalmente, motivá-los para a leitura de obras literárias.
Levei à sala de aula algumas obras que encontram-se em nossa biblioteca escolar para os alunos escolherem dentre eles o que se adaptasse melhor à atividade previamente explicada para eles. Escolhemos “Um dono para Buscapé” de Giselda Laporta Nicolelis. O livro trata da busca de um novo dono para o cãozinho de estimação de Marcelo, já que este terá de se mudar para um apartamento juntamente com sua família, não podendo levar Buscapé consigo. Marcelo recebe ajuda da professora para encontrar um novo dono para o cãozinho.
Lemos um capítulo por dia de encontro. Em cada aula um aluno fazia a leitura. Este mesmo aluno elaborava em casa o resumo do capítulo lido, digitava e enviava para mim por email.A princípio a leitura seria feita por mim, para seguir as sugestões do TP1 (preparar a leitura), porém a turma pediu que o aluno encarregado de fazer o resumo fosse o leitor do capítulo, pois segundo eles a leitura é melhor entendida e memorizada.Foi uma atividade que teve ótima receptividade. Decidimos colar os resumos em um catálogo de propaganda formar um novo livro “Um dono para Buscapé”, da turma 52. Três alunos, Gilmar, Daniel e Laura se dispuseram a reproduzir os desenhos da capa e de partes marcantes da história.Esta é uma atividade que esteve em desenvolvimento por várias semanas. Encerramos ela depois de estar montado o novo livrinho “Um dono para Buscapé” com os resumos de cada capítulo realizados pelos alunos. Só não iniciamos a leitura conjunta de outro livro porque o ano letivo se encerrava. Porém, acredito que as aulas de Português de 2010 serão acompanhadas de uma boa leitura de obras literárias, pois sei que esta atividade motivou os alunos a continuarem a ler.

Último encontro






quarta-feira, 13 de janeiro de 2010



XV e XVI oficina
Encontramo-nos no dia vinte e um de dezembro na Escola Maria Cristina para a apresentação dos Projetos de Leitura e Avaliação do GESTAR II.
Inicialmente nos dividimos em três grupos os quais escolheram cada um uma música das que sugeriu a professora Daiana: “Eu vou seguir” de Marina Elali, “Segredos” de Frejah e “Perfeição” de Legião Urbana. A partir do título tivemos que levantar hipóteses a respeito do que poderia se tratar. Eu e a colega Márcia Thalheimer escolhemos “Perfeição” de Legião Urbana e como não a conhecíamos até aquele momento listamos alguns assuntos ou temas que poderiam ser abordados na canção:
· “ser perfeito”;
· buscar a perfeição no sentido de ser melhor;
· o que é a perfeição;
· a perfeição que só encontramos em Deus;
· o amor é a perfeição;
· ser humano, uma perfeição de Deus.
Em seguida assistimos aos clipes das músicas e fomos constatando as semelhanças da letra com as hipóteses levantadas.
No momento seguinte falamos sobre os Projetos de Leitura que cada professora aplicou em sua devida escola. As experiências foram expostas para todo o grupo, citando objetivos alcançados, pontos negativos, entre outros itens relevantes. Quanto ao meu projeto, que foi postado neste blog no dia 20 de julho, coloquei às colegas e à professora Daiana que o mesmo sofreu grandes mudanças. Depois de ter aplicado à 5ª série uma atividade de leitura e escrita que consta no TP2, página 95, a qual necessita de mais encontros, acabei desistindo das atividades do referido projeto. Em oportunidade posterior farei um relatório completo da atividade acompanhado de avaliação, já que esta está substituindo o Projeto de Leitura.
Em seguida a professora Daiana gravou depoimento de cada cursista de Língua Portuguesa referente ao GESTAR II e após dirigimo-nos ao auditório municipal para assistir ao filme “Entre os muros da Escola”, que foi a atividade de encerramento do curso. Juntamente com as cursistas de Matemática recebemos os agradecimentos das orientadoras Daiana e Adriane que também nos presentearam com um jantar no restaurante da praça da cidade.











Avançando na prática

Os alunos ouviram a leitura que fiz do texto “Conta pra mim a história de quando nasci” e discutimos oralmente questões como: a personagem era menino ou menina?; A personagem era filha legítima do casal?; Por que o uso da expressão “conta de novo...”, etc.
Em seguida lancei-lhes a interrogação “E vocês sabem a história de quando vocês nasceram? Como foi? Que sentimento teve seu pai e sua mãe quando você foi concebido (a)? E quando você nasceu?
Preparei-os para conversarem com o pai e a mãe e pedirem que contassem a história da concepção até mais ou menos um mês de vida. Deveriam ouvir o relato dos pais e depois montarem um texto.
Na aula seguinte todos apresentaram sua história, confeccionamos um painel com os textos para expor no corredor da escola.

Minha chegada

Eu, Laura Gabriela Renner, nasci no dia 06 de maio de 1998, às 14 horas no Hospital Comunitário ADESCO.
Minha chegada foi uma surpresa, pois meus pais estavam namorando.
No dia seis de maio mais ou menos às 9h e 30min da manhã estourou a bolsa da minha mãe. Foi então que meu pai levou minha mãe para o hospital, foi tentado parto normal, mas não dava, foi então que fizeram a cesária.
Quem acompanhou meu nascimento foi só a equipe médica, mas pro lado de fora meu pai, minha dinda, minha vó e a minha tia esperavam.
Eu nasci com 3,150 kg, aos berros, mas logo me acalmei quando me colocaram nos braços da minha mãe. Minha primeira mamada foi no quarto, mamei até um ano e três meses, eu era uma criança forte e sadia, graças ao leite materno.
Minha mãe falou que ninguém faz idéia a emoção de ser mãe, é um sentimento inexplicável. Dia após dia fazíamos descobertas maravilhosas, e ao mesmo tempo surgiram algumas dificuldades como: quando caiu o umbigo; quando teve a primeira febre; quando teve o seu primeiro dente, etc. Mas nada fez com que a gente se arrependesse ou perdesse o controle. Pois cada minuto, cada segundo foi maravilhoso, foram várias experiências boas.
(Texto elaborado pela aluna Laura Renner).


Conta pra mim a história de quando eu nasci

Meu nome é Laura Amanda Caneppele Pereira, sou filha de Adelar e Isoldi e tenho um irmão que se chama Eduardo.
Fui uma grande surpresa para meus pais, pois eu era para nascer no dia 10 de agosto de 1998, mas nasci no dia nove , às 23h e 20min, no Hospital São José, de Três Passos. O médico que acompanhou o parto foi Celestino Schmit.
Eu nasci de cesariana, minha mãe foi levada ao hospital e lá nasci, na sala de parto. Meu pai não acompanhou o parto, foi só minha mãe e o médico. Chorei bastante ao nascer. Nasci com 3k e 350g e com 50cm de comprimento.
Eu não mamei na sala de parto, somente no quarto, eu e minha mãe ficamos no quarto por cinco dias. Mamei até três meses.
Meus pais sentiram alegria, emoção, felicidade com o nascimento da filha que chamaram de Laura. Me deram este nome porque minha mãe gostava e era o nome da madrinha dela.
Meu primeiro banho foi dado pela enfermeira no dia 10 de agosto.
Eu fui planejada para ser uma menina. Com um mês estava pesando 4kg e 50g, media 53cm. O que mais marcou para meus pais foi meu crescimento que foi bastante saudável.
Hoje estou com 11anos e vivo muito feliz.
(Texto produzido por Laura Caneppele Pereira).


Avançando na prática



No dia 15 de setembro lancei aos alunos a tarefa de produzir um texto – atividade que consta no AAA6 p. 61, versão do professor - a partir da seguinte ordem:
· Imagine que você tenha sido sorteado pela direção para apresentar toda a Escola Fernando Ferrari a um grupo de alunos de outra escola.
· Escreva um texto simples, mas organizado contando como seria esta apresentação. Aqui vão algumas dicas:
1. Por onde você irá começar a apresentação da escola aos visitantes?
2. Qual será o percurso da visita?
3. Enquanto você apresenta a escola que aspectos positivos (pessoas, professores, material, amizades, estudos, projetos, festas, etc.) podem ser destacados para encantar os visitantes?
4. Por fim, para que os visitantes saiam com a melhor impressão possível, imagine como poderá ser a sua despedida e o que você poderá falar a todos para deixá-los felizes com a visita.



Formaram duplas e estas saíram da sala de aula, dirigindo-se ao pátio da escola e corredores para produzirem o seu rascunho de texto partindo da observação da mesma.
Alguns grupos tiveram dificuldade em desenvolver parágrafos falando de determinado ambiente escolar citado, acabavam fazendo apenas citações. Porém depois de esclarecer a eles e pedir que refizessem o texto descrevendo um pouco cada item mencionado foi que obtive o resultado esperado: textos mais descritivos; escritos à caneta e passados a limpo; textos com conclusão.



Apresentação da minha escola



Oi! Estudo na 5ª série da Escola Municipal Fernando Ferrari. Hoje vou apresentar a minha escola para vocês.
Vou começar pela secretaria, onde os professores ficam, comentam sobre as aulas, sobre os alunos, os projetos da escola.
Nessa escola estudam alunos desde o pré até a 8ª série.
De tarde estudam o 4º ano, 2º ano, o pré, o 1º ano, o 2º ano, o 3º ano e a 7ª serei. De manhã estudam 4ª série à 8ª série.
Temos uma cozinha onde as cozinheiras fazem muitos lanches bons. Uma sala de informática com vários computadores, onde alunos de 6ª à 8ª série ocupam para fazer pesquisas ótimas.
A escola tem uma biblioteca com livros ótimos, do lado dela temos uma laboratório de ciências e uma sala de vídeo.
Atrás da escola há uma quadra onde os alunos praticam esportes. Na frente da escola há uma pracinha onde alunos brincam.
Nessa escola há muitos materiais, ótimos professores, festas lindas (São João, noite do pijama, noite cultural...), aqui fiz muitos amigos.
Essa é a escola onde estudo e gosto muito.
(Texto produzido por Laura Pereira e Ana Laura da Silva Dill.)



Escola Fernando Ferrari

Meu nome é Dienifer, vou apresentar a esola para vocês, estudo na 5ª série, 52.
Nossa escola tem séries do pré A, até a 8ª série, duas quadras e um campinho.
No laboratório de ciências há cobras dentro de vidros, bebês de quatro e dois meses> Há aranhas, gafanhotos, ouriços, morcegos, taturanas, dentes, amígdalas, tudo dentro de vidros... Junto ao laboratório está a sala de vídeo.
Na biblioteca há muitos livros bons para ler e estudar, com eles aprendemos muitas coisas boas para passar de ano. Os livros são separados em: infantis, infanto-juvenis e juvenis.
Na sala de informática há computadores onde podemos usar a internet para pesquisas.
Na cozinha as merendeiras preparam um ótimo lanche. Na frente da cozinha está o refeitório onde sentamos para comer o lanche.
Esta é a secretaria, onde os professores preparam as aulas e ao lado á a sala da diretora para onde vão os alunos que não se comportam, ou não fazem os temas (são pouquíssimos).
Na pracinha há brinquedos para crianças menores.
A nossa escola ficou em primeiro lugar em nível estadual na disciplina de matemática.
Esta é minha escola, espero que tenham gostado. Obrigada pela atenção!
(Texto da aluna Dienifer.)

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Avançando na prática

















Atividade da p.95 do TP2. Escolhemos a obra literária “Um dono para Buscapé”, de Giselda Laporta Nicolelis para lermos uma capítulo por dia de encontro. Em cada aula um aluno faz a leitura. Este mesmo aluno faz em casa o resumo do capítulo lido, digita e envia para mim por email.
A princípio a leitura seria feita por mim, para seguir as sugestões do TP1 (preparar a leitura), porém a turma pediu que o aluno encarregado de fazer o resumo fosse o leitor do capítulo, pois segundo eles a leitura é melhor entendida e memorizada.
Foi uma atividade que teve ótima receptividade. Decidimos colar os resumos em um catálogo de propaganda formar um novo livro “Um dono para Buscapé”, da turma 52. Três alunos, Gilmar, Daniel e Laura se dispuseram a reproduzir os desenhos da capa e de partes marcantes da história.
Esta é uma atividade que está em desenvolvimento, pois levará ainda algumas aulas para a leitura de todos os capítulos e consequentemente o seus resumos. Acredito que esta motivará os alunos para a leitura de obras literárias, treinará a leitura oral e desenvolverá a prática da produção de texto (resumo).

XII e XIV oficinas




























Reunimo-nos no dia vinte e um de novembro na Escola Fernando Ferrari para mais um encontro de estudos que foi iniciado com a oração do Pai Nosso. Em seguida assistimos e ouvimos em slides a resposta de Deus para a nossa oração. Belíssimo!



Filho meu que estás na Terra, preocupado, confundido, desorientado,solitário, triste, angustiado... Eu conheço perfeitamente teu nome, e opronuncio abençoando-te porque te amo.Não!.. Não estás sozinho, porque eu habito em ti; juntos construiremos esteReino, do qual serás meu herdeiro.Desejo que sempre faças minha vontade, porque minha vontade é que sejasfeliz.Deves saber que contas sempre comigo porque nunca te abandonarei e queterás o pão para hoje. Não te preocupes. Só te peço que sempre ocompartilhes com teu próximo... com teus irmãos.Deves saber que sempre perdôo todas tuas ofensas, antes, inclusive, e queas cometas, ainda sabendo que as farás, por isso te peço que faças o mesmocom os que te ofendem.Desejo que nunca caias em tentação, por isso segure bem forte a minha mão esempre confie em mim e eu te libertarei do mal.Recorde e nunca te esqueças que TE AMO desde o início de teus dias, e teamarei até o fim dos mesmos...EU TE AMAREI SEMPRE PORQUE SOU TEU PAI!Que Minha Bênção fique contigo e que meu Eterno Amor e Paz te cubram sempreporque no mundo não poderá obtê-las como Eu somente as dou porque...EU SOU O AMOR E A PAZ!Por favor envie esta oração a todos aqueles que amem e que deseje que eutambém os abençoe como a ti... GRAÇAS... PAI!

Recebemos logo após o cronograma geral dos encontros do GESTAR II – 2009. Dessa forma todos poderão organizar com mais facilidade o seu porta-fólio, o qual deverá ser apresentado no último encontro programado para o dia 21 de dezembro.
Depois de assistirmos a um vídeo “Chico Bento em: O saber de cada um” a instrutora Daiana fez uma abordagem a respeito do que é Gramática: conjunto de regras de uma determinada língua que cada falante domina, mesmo inconscientemente e indiferentemente de sua escolaridade. Existem vários tipos de gramática entre eles as Gramáticas Normativa e Descritiva.
Lemos em seguida o texto de Angela Lago “Uma palavra só” que além de ser uma boa narrativa para crianças, nos sugere a prática de criarmos palavras usando apenas as letras existentes, por exemplo, na palavra EXCLUSIVAMENTE: exclusa, cláusula, temática, levante, levemente, ventania, neste, nesta, etc.
Na sequência assistimos um slides de placas com erros ortográficos e analisamos o tipo de linguagem usada, erros mais frequentes e a presença marcante da oralidade na escrita.
Passamos em seguida à apresentação dos avançando na prática TPI. Depois da troca de experiências ouvimos um texto de Luiz Fernando Veríssimo "Quase" e após tivemos um breve intervalo.

QUASE

Ainda pior que a convicção do não é a incerteza do talvez, é a desilusão de um quase.
É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi.
Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou.
Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono. Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor, não me pergunto, contesto.
A resposta eu sei de cor, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos "Bom dia", quase que sussurrados.
Sobra covardia e falta coragem até pra ser feliz.
A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai.
Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são. Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza.
O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.
Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência porém, preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer.
Pros erros há perdão;pros fracassos,chance; pros amores impossíveis,tempo.
De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma.
Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance.
Não deixe que a saudade sufoque , que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar. Desconfie do destino e acredite em você.
Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu.
(Luiz Fernando Veríssimo)

A segunda etapa do encontro foi iniciada com a dinâmica das formas geométricas e seguimos com o estudo da teoria “Arte: formas e função”.
XI e XII oficinas





No dia 23 de outubro de 2009, pela parte da tarde, os professores de Língua Portuguesa e Matemática tiveram mais um encontro do Gestar II. Num primeiro momento o encontro aconteceu com as duas áreas. Após as boas vindas, cada professor recebeu uma palavra para falar sobre ela (superação, expectativa, trabalho em equipe, aprendizado, autonomia, disciplina, harmonia, motivação, criatividade, persistência, confiança, determinação, liderança), e em seguida compartilhá-la com um colega. Depois reunir-se com outra dupla para relacionar o sentido da palavra com o Programa do Gestar II. Depois retomamos as datas dos encontros e falamos sobre aplicação dos projetos nas escolas, os quais serão apresentados no último encontro. Também recebemos uma pequena lembrança (um lápis da Uni Ritter) pelo dia do professor.
Concluída a primeira parte dos trabalhos os professores de Português e Matemática se dirigiram a diferentes ambientes para continuarem os estudos dos TPs. Começamos com a leitura do texto: ”Retrato de velho” de Carlos Drummond de Andrade. (Tp1 – p.14), para depois falar sobre variedades lingüísticas.
No decorrer do debate ficou claro que a língua tem caráter dinâmico, como revela também a constante evolução da sociedade e de sua cultura, refletida sempre na língua. Esta, por sua vez, em constante construção pelos seus usuários, acaba por transformar as relações humanas e, portanto, a cultura e a sociedade. Vemos, portanto, que sociedade, cultura e língua são construções históricas dos sujeitos. Influindo umas sobre as outras, essas três “instâncias” estão em constante processo de transformação.
A cultura, entendida como o conjunto de formas de fazer, pensar e sentir de uma pessoa ou de uma sociedade, é uma construção histórica e varia no espaço e no tempo.A língua é, ao mesmo tempo, a melhor expressão da cultura e um forte elemento de sua transformação. A língua tem o mesmo caráter dinâmico da cultura.A língua tem regularidades, um sistema a ser seguido. Mas, como é um sistema aberto, a língua oferece inúmeras possibilidades de variação de uso, que criam, junto com o contexto, interações sempre novas e irrepetíveis.
Depois trabalhamos com o texto “Conta de novo a história da noite em que eu nasci” de Jamie-Lee Curtis. Ótima sugestão para se trabalhar com alunos, com certeza o texto dará pano pra muita manga e pode ser aproveitado em qualquer série.
Em seguida lemos, estudamos e comentamos os textos: “NÓIS MUDEMO” de Fidêncio Bogo, e “PECHADA” de Luis Fernando Veríssimo, comparando-os e relacionando-os com a prática de sala de aula.
O texto literário caracteriza-se como aquele que apresenta liberdade completa no uso das variantes da língua. O autor pode empregar a norma culta ou o dialeto popular, o registro mais formal ao mais informal, tudo vai depender de suas intenções, do assunto, do ambiente e dos personagens retratados. Cada texto literário é que vai criando os limites e a adequação de cada escolha do autor. A oralidade e a escrita são as duas modalidades (ou realizações) da língua. Para relaxar um pouco, e continuando a ver o texto literário, lemos e conversamos sobre o texto “Sexa” de Luis F. Veríssimo.

SEXA
– Pai...
– Hmmm?
– Como é o feminino de sexo?
– O quê?
– O feminino de sexo.
– Não tem.
– Sexo não tem feminino?
– Não.
– Só tem sexo masculino?
– É. Quer dizer, não. Existem dois sexos. Masculino e feminino.
– E como é o feminino de sexo?
– Não tem feminino. Sexo é sempre masculino.
– Mas tu mesmo disse que tem sexo masculino e feminino.
– O sexo pode ser masculino ou feminino. A palavra “sexo” é masculina. O sexo masculino, o sexo feminino.
– Não devia ser “a sexa”?
– Não.
– Por que não?
– Porque não! Desculpe. Porque não. “Sexo” é sempre masculino.
– O sexo da mulher é masculino?
– É. Não! O sexo da mulher é feminino.
- E como é o feminino?
– Sexo mesmo. Igual ao do homem.
– O sexo da mulher é igual ao do homem?
– É. Quer dizer... Olha aqui. Tem sexo masculino e sexo feminino, certo?
– Certo. São duas coisas diferentes.
– Então como é o feminino de sexo?
– É igual ao masculino.
– Mas não são diferentes?
– Não. Ou são! Mas a palavra é a mesma. Muda o sexo, mas não muda a palavra.
– Mas então não muda o sexo. É sempre masculino.
– A palavra sexo é masculina.
– Não. “A palavra” é feminina. Se fosse masculina seria “o pal...
– Chega! Vai brincar, vai.O garoto sai e a mãe entra. O pai comenta:
– Temos que ficar de olho nesse guri...
– Por quê?

Em seguida fizemos os relatos dos avançando na prática, os quais como sempre foram muito esperados por todas, visto que são experiências que enriquecem o trabalho.
Realizamos, em seguida, o estudo da crônica:” A outra Senhora” de Carlos Drummond de Andrade. (TP1 p.169), depois socializamos as questões.
Boa sugestão de texto para ser trabalhado com alunos:UMA SEMANA E VÁRIOS PONTOS DE VISTA. O texto a seguir faz parte da propaganda da revista Época, e foi criado pela agênciaW/Brasil.O publicitário imagina o ponto de vista que vários seres teriam sobre o significado de uma semana.
UMA SEMANA E VÁRIOS PONTOS DE VISTA
Para um preso, menos 7 dias
Para um doente, mais 7 dias
Para os felizes, 7 motivos
Para os tristes, 7 remédios
Para os ricos, 7 jantares
Para os pobres, 7 fomes
Para a esperança, 7 novas manhãs
Para a insônia, 7 longas noites
Para os sozinhos, 7 chances
Para os ausentes, 7 culpas
Para um cachorro, 49 dias
Para uma mosca, 7 gerações
Para os empresários, 25% do mês
Para os economistas, 0,019 do ano
Para o pessimista, 7 riscos
Para o otimista, 7 oportunidades
Para a Terra, 7 voltas
Para o pescador, 7 partidas
Para cumprir o prazo, pouco
Para criar o mundo, o suficiente
Para uma gripe, a cura
Para uma rosa, a morte
Para a História, nada
Para a Época, tudo.
- Por que, para o preso, uma semana significaria menos 7 dias?
- E para o doente, por que mais 7 dias?
- Para os sozinhos, haveria 7 chances de quê?
- Que culpa sentiriam os ausentes?
- Por que, para um cachorro, 7 dias se tornariam 49 dias?
- Por que os empresários teriam um ponto de vista matemático?
- Que conta foi feita para ser possível dizer que 1 semana seria 0,019 do ano para os economistas?
- Por que se afirma que 1 semana foi suficiente para criar o mundo?
- Por que, para uma gripe, 1 semana significa a cura e, para uma rosa, a morte?
- Por que 1 semana não significa nada para a História?
- Qual é o seu ponto de vista? Para você, o que significa uma semana? Pense no assunto e escreva esse texto. Você pode apresentar um só ponto de vista, ou vários, em forma de lista.
CURIOSIDADE: O texto afirma que, para uma mosca, são sete gerações porque determinadas espécies desse inseto nascem, tornam-se adultas, reproduzem-se e morrem em apenas um dia. Em uma semana, nascem 7 gerações.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Avançando na prática

No AAA2 -página 13 - encontra-se o texto "Uma palavra só" abaixo apresentado, o qual me serviu de base para algumas aulas de português. Inicialmente cada aluno recebeu sua cópia, praticamos a leitura do texto e em seguida realizamos sua interpretação de forma oral, em que cada um teve espaço para colocar sua idéia. Depois do estudo da história partimos para a brincadeira com as palavras.

1- Formar palavras utilizando as letras que formam EXCLUSIVAMENTE, sem repetir nem uma:

2- Formar palavras a partir das letras de CONTORCIONISTA:

3- Formar palavras que dão caracterísita (adjetivo), a partir do teu nome:

Linda

Inteligente

Sincera

Elegante

Talentosa

Especial

4- Formar palavras com as letras que se encontram no quadro abaixo:




UMA PALAVRA SÓ


Você vai conhecer o trecho de uma história em que um príncipe foi castigado porque costumava dizer umas mentirinhas de vez em quando.
O rei condenou todos os mentirosos do reino, inclusive o próprio filho, a dizer exclusivamente uma palavra.
O ministro, ouvindo o desejo do rei, repetiu “Uma, exclusivamente.”
O príncipe, ao receber o castigo, ficou tão revoltado que abandonou o palácio e passou a correr o reino dizendo sempre a mesma palavra em todas as situações: “exclusivamente”.
Um dia ele encontrou em um circo uma contorcionista chamada Eva. Logo se apaixonou pela moça.
Então, o que será que aconteceu?

UMA PALAVRA SÓ
Ele a seguia, tímido, meio de longe. Eva era fantástica. Sabia inclusive ler, o
que era raríssimo naquele tempo. “Se ao menos eu soubesse ler e escrever”, pensava o príncipe.
Talvez por pena, a contorcionista, que passava seu tempo livre lendo romances, notando o interesse do príncipe pelas letras, decidiu que o ensinaria a ler e a escrever.
Escreveu bem grande EXCLUSIVAMENTE e tentou lhe ensinar as letras dessa
palavra.
No princípio, para sermos sinceros, o príncipe não entendia nada. Eva repetia.
Um dia já estava no finalzinho da palavra: –M-E-N, MEN, T-E, TE. MEN-TE. MENTE.
De repente deu um clique no príncipe.
Ele pegou o lápis e com uma certa dificuldade – não muita – escreveu alguma
coisa. Depois riscou umas letras. E XCLUSI VA MENTE
Deixou E - V - A.
Eva não aguentou e lhe deu um beijo. O príncipe tinha descoberto a maior maravilha. Agora, por exemplo, se gritavam por ele, perguntando onde ele estava, podia pegar o C da sílaba CLU e o A que está em VAMENTE e dizer: CÁ. Não era uma resposta muito longa, mas já era alguma coisa para quem tinha passado tanto tempo Só com “exclusivamente”. E podia também inventar...
E X C L U S I V A M E N T E E X C L U S I V A M E N T E ...palavras meigas para acarinhar a contorcionista. Mas... os candongueiros do reino, que não percebiam que as novas palavras estavam dentro da palavra exclusivamente, foram mexericar para o rei que o príncipe não estava mais lhe obedecendo.
E levaram o menino preso.
A contorcionista foi atrás e tentou explicar que o príncipe só usava as letras de exclusivamente. Mas o rei não queria saber de explicações.
– Bem... – disse sua majestade. – Se o príncipe responder a três perguntas simples, só com a palavra exclusivamente, eu até lhe entrego minha coroa. Mas, se não der conta, vou ter que cortar a língua dele.
– Quantos anos você tem? – perguntou para começar.
– E,X,C,L,U,S,I,V,A,M,E,N,T,E – soletrou o príncipe e repetiu de novo, falando bem alto as letras S, E, T, E e as outras bem baixinho.
– Oh, céus! Então é mesmo verdade que só tem usado a palavra exclusivamente? – assustou-se o rei.
O príncipe soletrou outra vez, gritando agora as letras S, I, M e sussurrando o resto.
– E quem foi que lhe ensinou esse truque dos diabos?
O príncipe apontou a contorcionista e de novo repetiu as letras de exclusivamente, enfatizando E, L, A.
Hoje, o príncipe fala o que ele quer e o rei sem coroa, que não é mais o dono da verdade, anda tomando umas aulas com a contorcionista.
(Lago, Ângela. Uma só palavra. São Paulo: Moderna, 1996)

NONA e DÉCIMA oficinas





No dia 14/10/09, aconteceu a nona oficina do Gestar II no Instituto Estadual de Educação Maria Cristina.Pela manhã, após saudar a todas, a coordenadora do encontro, professora Daiana iniciou os trabalhos com um texto do Pablo Neruda em PowerPoint:
“Morre lentamente quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música, quem não encontra graça em si mesmo. Morre lentamente quem destrói seu amor próprio, quem não se deixa ajudar. Morre lentamente quem se transforma em escravo do hábito repetindo todos os dias os mesmos trajetos, quem não muda de marca, não se arrisca a vestir uma nova cor ou não conversa com quem não conhece. Morre lentamente quem evita uma paixão e seu redemoinho de emoções, justamente os que resgatam o brilho dos olhos e os corações aos tropeços. Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz com o seu trabalho, ou amor, quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho, quem não se permite, pelo menos uma vez na vida fugir dos conselhos sensatos... Viva hoje! Arrisque hoje! Faça hoje! Não deixe de morrer lentamente! Não se esqueça de SER FELIZ!”
Feita a reflexão e os devidos comentários, deveríamos produzir um pequeno texto no gênero que achássemos melhor, socializando os mesmos em seguida:




Mala sem alça



Mala sem alça


Alça sem mala


Você é uma malaVocê não tem alça


Mala sem alça


Mala difícil de carregar


Você é uma mala


Mala sem alça


Mala que não me acompanha


Que fica para trás


Mala sem alça


Não quero para mim.



Nair, Lisete e Simone



Prosseguimos com a teoria das unidades 21 e 22, introduzida pela seguinte frase: “Toda linguagem é ideológica porque, ao refletir a realidade, ela necessariamente a refrata”. Santaella (1996) Atrás de todo ato comunicativo há persuasão. Comentamos também que nossa própria existência de seres humanos é moldada pela nossa capacidade de agir pela linguagem, pois distinguimo-nos de outras espécies animais porque somos capazes de nos constituir humanos pelo exercício da faculdade da linguagem. Assim, cada cultura organiza historicamente seus códigos de comunicação, seja na formação de seu vocabulário e estruturação sintática e semântica, seja na adequação dos textos às situações sociocomunicativas. É pela linguagem que organizamos o saber, a vida. Pela linguagem agimos sobre nossos pares e sobre o mundo. Por isso, todos os seres humanos são, ao mesmo tempo, origem e produto da linguagem, origem e produto da história que nos leva a construir formas de comunicação e de atuação específicas. Visto nessa perspectiva, todo uso da linguagem é argumentativo, pois estabelece uma interação com o outro, uma relação de fazer social. E toda linguagem é, assim, um processo sempre em movimento.


Depois retomamos a atividade da página 17 do TP6 para analisar a importância da linguagem verbal e não-verbal na construção da argumentação. Outra atividade que fizemos foi da organização e defesa de idéias do AAA6 página 17. O debate foi interessante, pois percebemos que o contexto é fundamental para a construção do significado e da argumentação, e é preciso fazer com que os alunos se deem conta disso na hora que forem produzir os seus textos. Trabalhamos também o texto “Os parentes” do TP6 (p.44) “As diferentes pistas do texto” do AAA6 (p.33). Em seguida para relaxar um pouco ouvimos, cantamos e olhamos um PowerPoint com a música: “Deus e eu no sertão” de Vitor e Leo.Continuando os nossos trabalhos, falamos sobre a produção textual: planejamento e escrita e ficou claro que um bom planejamento possibilita o desenvolvimento e o aprendizado do aluno em direção à sua autonomia. Portanto, quando modelamos ou mesmo damos exemplos para o aluno a partir de nossa experiência pessoal, esperamos que isto sirva de alavanca para a sua criatividade, oferecendo alternativas às estratégias que já conhece.


Em seguida lemos o texto “A primeira cartilha” de Moacyr Scliar, e feitas as devidas observações e comentários realizamos uma atividade de produção textual para as cursistas, na qual elas poderiam escolher entre as alternativas: 1) Escreva sobre uma experiência engraçada da sua vida de estudante.2) Escreva um texto sobre a sua história como educador(a), como surgiu a motivação,como se sentiu e argumentou, justificando as suas escolhas.




Um Peso na Consciência



Minha primeira visita a uma biblioteca pode-se dizer que foi “traumática”. Nunca havia entrado em um espaço físico com tantas prateleiras e tantos livros expostos nelas. Neste dia, que não recordo o ano nem minha idade específica, talvez estivesse na 2ª série, acompanhei minha amiga Kelly até a Biblioteca Pública. Até então não sabia o que era uma biblioteca, pois na escola também não líamos nem retirávamos livros com a professora.Kelly e eu observamos os livros e escolhemos, cada uma um, para levar. Lembro-me que se tratava de uma história indígena, com texto e figuras. Se minha amiga registrou o seu livro com a bibliotecária e depois de alguns dias o devolveu, eu não sei. Mas eu, que desconhecia tais regras, levei o livro para casa sem registrar. Li, guardei, reli, guardei. E agora, o que fazer com ele? Soube através de amigas, Kelly talvez, que devemos registrar os livras com a bibliotecária e devolvê-los depois de alguns dias. E agora? Apavorei-me. Fiquei desesperada! Não contaria para ninguém nem para meus pais, para não ser repreendida e levar uma surra.O livro estava escondidinho, mas estava ali, pesando na minha consciência. Até que encontrei uma solução para o meu problema: “Queimei o livro”. E assim, na minha inocência, acabei com a minha
preocupação e com o peso na minha consciência.


Lisete



À tarde iniciamos com a história (em PowerPoint) do “catador de pensamentos”. Continuando o encontro retomamos o debate sobre as questões teóricas pertinentes ao processo de produção textual: revisão e edição e a literatura para os adolescentes. Sabemos que, produzir textos escritos é um ato complexo, pois envolve o desenvolvimento da capacidade de coordenar e integrar operações de vários níveis e conhecimentos diversos: linguísticos, cognitivos e sociais. O escritor se depara com a necessidade de gerar e selecionar e organizar linguísticamente idéias e conteúdos. O planejamento textual deve levar em conta, na elaboração do texto, o destinatário e o objetivo (macroplanejamento) e a “organização que deve levar ao texto na sua forma final (microplanejamento). A revisão dos textos (ou releitura) durante a produção ou depois do texto terminado, é “Um tal processo que parece exigir de parte do autor uma capacidade de se distanciar em relação aos seus escritos”.

Para melhor produzir um texto, pode-se observar algumas etapas a serem seguidas. Essas etapas não são obrigatórias nem, necessariamente, sequenciais e lineares, mas dependem das circunstâncias dos objetivos e da audiência: Geração de idéias; Consulta; Seleção e decisão; Rascunho; Revisão; Edição final.

Algumas recomendações interessantes ao produzir um texto: Numa produção textual o escritor experiente pensa antes de escrever e durante o ato de escrever. Uma forma do professor ensinar este “pensar enquanto escreve” é mediante seu exemplo. Produzir texto é agir lingüisticamente (selecionar o que vai ser dito, ativando os conhecimentos prévios ou pesquisando em outras fontes; organizar os conteúdos numa seqüência; selecionar vocabulário, sentenças...Conhecer o gênero textual a ser escrito (forma e função). Estimular a escrita espontânea e refletir sobre a língua (permitir que os alunos escrevam exatamente do jeito que sabem, dando alguma ajuda quando necessário e num momento posterior refletir sobre o escrito).
Socializamos os avançando na prática, os quais são sempre um subsídio maior que incrementam a prática de sala de aula, o fazer pedagógico do professor.

Em seguida, fomos fazer uma visita a biblioteca da escola para selecionar algumas obras literárias, de 5ª a 8ª serie, e assim poder fazer a atividade do TP6 p. 222 (Preparar a apresentação de algumas obras para a turma a fim de motivá-las a leitura). Nosso passeio à biblioteca foi maravilhoso, sentimo-nos em casa, “donas do pedaço”. Dividimo-nos em trios para fazer a atividade, confiram:


Cursistas:Márcia T., Lisete e Nair.


Obra escolhida: “Tarzan Minhoca” de Jéferson Assunção.


Motivação:


1) Fazer a dinâmica “Quem sou”.


2) Montar um painel com as características da vida de cada aluno, e que muitas vezes não são aceitas pelo grupo.


3) Leitura do início da obra, salientando aos alunos que a personagem da história, também tem suas características próprias, que o deixam com a autoestima baixa.


4) Leitura do restante da obra pelos alunos.


5) Em grupo relacionar o tema da obra com a realidade que os alunos enfrentam no seu cotidiano.


6) Salientar a importância da valorização dos aspectos físicos e psicológicos de cada um, pois nem sempre o físico é fundamental, precisa-se também do psicológico.




Cursistas:Rosane, Soni e Simone.


Obra escolhida: “O Fantástico Mistério de Feiurinha” de Pedro Bandeira.


Motivação:


1) Conversar com a turma a respeito dos contos maravilhosos que eles conhecem.


2) Chamar a atenção para a estrutura dos contos: Como são as personagens, como as histórias costumam terminar; Fazer o questionamento: Que tal ler uma história que promove o encontro de várias personagens dos contos maravilhosos? Vocês sabem o que acontece depois de “viveram felizes para sempre”? Vamos ver o que nos conta a obra de Pedro Bandeira “O fantástico mistério de Feiurinha”.




Cursistas: Luciane, Márcia H. e Isoldi.


Obra escolhida: “ Um Botão Negro, Outro Branco” de Beto Bevilácqua.


Motivação:


1) Apresentar o título do livro para os alunos e pedir que façam inferências a respeito do mesmo. 2) Apresentar a capa do livro e questionar se o conceito ou as idéias que tinham levantado anteriormente se mantém ou mudaram.


3)Tendo em vista as análises anteriores, questionar sobre qual será o principal conflito da narrativa (Deixar os alunos apresentarem suas hipóteses).


4)Apresentar rapidamente o assunto que será tratado no livro, eu é o problema do preconceito racial presente na sociedade brasileira, tendo como pano de fundo a escola e o namoro incompreendido e hostilizado de uma menina branca (Maria) com um menino










domingo, 10 de janeiro de 2010

sábado, 9 de janeiro de 2010


Avançando na prática

A atividade aplicada é uma sugestão do TP2, unidade 6, p.65. Esta que será a seguir descrita promove o desenvolvimento da gramática interna dos alunos, o ensino reflexivo e a ampliação das opções de expressão dos alunos.
A partir da minha correção dos textos produzidos pelos alunos, selecionei frases com problemas de estruturação e palavras com erros por eles cometidos. Em duplas, após copiarem para o caderno, fizeram sua correção. Em seguida corrigiram-nos no quadro também.
Por várias vezes ocorreu que o aluno que havia cometido o equívoco ortográfico não percebia o erro para ser corrigido, sendo que o colega de grupo lhe ajudava.
É uma atividade boa para os alunos reconhecerem erros e discordâncias, corrigirem e assim, memorizarem a escrita correta. Pretendo aplicá-la sempre que possível depois da prática de produção textual.


Avançando na prática

A atividade realizada neste dia foi extraída do AAA6, p. 105, versão do professor. Os alunos ouviram a leitura do texto “A providência divina” feita por mim, em seguida receberam uma folha com o texto digitado para realizarem a sua leitura e colarem no caderno.
Após fizemos oralmente uma interpretação da história ouvida e lida, chegando a conclusão de que se trata de um causo popular como desses que escutamos em roda de conversa, ao redor de uma fogueira ou em noites frias, antes de dormir.
Como tarefa de casa, pedi que cada aluno pesquisasse com algum familiar um causo para ser contado à turma na aula seguinte. Pudemos realizar a roda de causos, tantos foram os que trouxeram.
É uma atividade interessante, pois valoriza a história popular, a historia de antigamente que é contada de geração em geração. Nossos jovens “não têm tempo, nem interesse em sentar e ouvir pessoas mais vividas contar o que viram ou ouviram”. A atividade resgata o diálogo que se perdeu entre pais e filhos, netos e avós, devido às novas tecnologias.

A providência divina

Joaquim tinha muita fé em Deus, mas era um pouco teimoso.
Morava numa casinha que ficava perto de um grande rio.
Sua roça não ia muito bem, mas ele esperava que a providência divina tomasse
conta.
Continuava descansado.
Capinava somente quando o tempo era bom e o sol não estivesse muito quente.
Cuidava da terra somente quando não tinha mais jeito e o mato estava tomando
conta de tudo.
Esperava a providência divina.
O telhado da casa estava precisando de conserto, mas deixava para depois.
A cerca estava caída, mas deixava para depois.
A estradinha da roça tinha buracos, mas esperava passar o trator do governo.
Joaquim era assim.
Deixava tudo para a providência divina.
Seu amigo Pedro era diferente. Trabalhava de sol a sol.
Pedro via que Joaquim estava muito descansado e dizia:
– Joaquim, está no tempo de limpar a roça. A providência divina não cuida de tudo.
Você tem que ajudar primeiro. Preparar tudo para a providência divina trazer uma boa
colheita.
– Ah! Pedro, Deus é meu amigo e vai cuidar de tudo.
Deus até desconfiava de tanta fé, pois Ele tinha dito nas escrituras: Faça a sua parte
que eu te ajudarei!
E assim corria o tempo.
Na época das chuvas aconteceu uma grande enchente na região. A chuva não
parava e o rio foi subindo devagar. Depois de alguns dias de temporal, a água do rio veio
arrasando tudo. A água subiu, subiu e estava chegando na casa de Joaquim.
Todo mundo foi abandonando suas casas para se salvar.
Joaquim ficou.
A todo mundo que passava chamando para que Joaquim fosse para o alto da montanha,
ele respondia:
– A providência divina vem me salvar.
A cavalo, a pé, de carro de boi, de burro... todos subiam para as montanhas onde
a água não chegaria.
Passou a carroça de seu Manoel, que ofereceu ajuda. Mas Joaquim respondeu:
– Não, obrigado. Deus é meu amigo e vai cuidar de tudo. A providência divina
vem me salvar.
A água foi subindo. A água foi subindo. Já estava pelo meio da casa. Joaquim subiu
na janela.
Passou o trator do governo puxando uma carreta cheia de gente. O motorista gritou:
– Vamos, seu Joaquim! A enchente vem aí!
– Não, obrigado. Deus é meu amigo e vai cuidar de tudo. A providência divina
vem me salvar.
A água já estava cobrindo a janela, e Joaquim subiu no telhado.
Passou um barco, e o pescador gritou:
– Vem muita chuva ainda! Vamos com a gente, seu Joaquim!
Mas ele respondeu:
– Não, obrigado. Deus é meu amigo e vai cuidar de tudo. A providência divina
vem me salvar.
À noite o temporal aumentou. A água arrastou tudo que estava perto do rio. A enchente
levou a casa de Joaquim. Como ele não sabia nadar, morreu afogado.
Apesar da teimosia, Joaquim era um homem bom e foi para o céu.
Quando chegou no céu, São Pedro o recebeu:
– Seu Joaquim, o senhor não se salvou?
– É, eu fiquei esperando a providência divina, mas parece que ela não chegou. Deus
dessa vez faltou comigo. Logo eu que confiei tanto nele!
Deus ia chegando, entrou na conversa e disse:
– Joaquim, eu mandei uma carroça, você não quis aceitar ajuda. Eu mandei um trator,
você não quis aceitar ajuda. Cheguei a mandar um barco, e você não quis entrar.
Não dava para insistir mais! Parece que você queria mesmo vir para junto de nós!
OLIVEIRA, Jô. Providência Divina. Brasília: L.G.E., 2003.

Causos que os alunos ouviram de familiares:

Contavam antigamente que certo senhor, Turubião, andava a cavalo pela cidade sempre armado e com uma capa preta.Este senhor morava na divisa dos municípios de Humaitá e Sede Nova. Toda vez que este senhor chegava na cidade de Humaitá, com seu imponente cavalo, além do respeito obtido, abria alas entre as pessoas, tanto do comércio como nas ruas da cidade com sua chegada.
Daniel

BOLA DE UM CLARÃO

Meu pai me contou:
Alguns anos atrás, uns rapazes da vizinhança voltaram a meia-noite e viram no vizinho um clarão em forma de bola entrando na casa, voando na direção da escada. Outro dia eles arrancaram a escada, cavaram e encontraram uma agulha de bronze. Nunca mais a bola de fogo voltou.
Depois daquilo nunca mais alguém dormiu naquela casa... Esse causo é real... Micheli Andres

Em uma cidade muito pequena havia um bolicho onde o dono vendia muito vinho pela redondeza.
Todos os dias pela manhã quando ele abria o bar dava falta do vinho que havia deixado em nas pipas e havia três copos com um pouco de vinho em cima da mesa. Certo dia ele pensou: “Hoje eu pego esses ladrões de vinho”.
Quando chegou a noite, ele fechou o bar e ficou espiando, era meia noite em ponto. Escutou um barulho na porta, de repente entraram três mulheres muito lindas (eram três bruxas) e começaram a beber e dar gargalhadas. De repente o dono do vinho apareceu e disse: “Agora sim, peguei vocês, suas ladras”.
Elas disseram: “Nossa Senhora” e perderam os seus poderes, a sua magia. Porque toda a bruxa tem suas magias, mas essas bruxas não podem dizer “Nossa Senhora” porque elas perdem os poderes.
Depois desse fato acontecido nunca mais faltou vinho nas pipas do bolicheiro.
KELY

Meu pai que tinha 12 anos, morava em Coxilha Alta. Toda a noite se avistava uma luz, perto da pedreira, essa luz aparecia sempre à noite, mas quando meu pai e meu avô iam verificar, essa luz desaparecia, todos os vizinhos iam procurar o tal mistério da luz.
E ATÉ HOJE NÃO FOI DESCOBERTO O QUE SIGNIFICA ESSA LUZ...
LILIANE


Uma vez uma moça que namorava um rapaz. Ele era lobisomem e ela não sabia. Ela casou, e todas as sextas-feiras ele saia a meia-noite.
Um dia, na sexta-feira a meia-noite ele saiu, ela seguiu ele. E dai ela viu que ele era lobisomem, ela chamou ele pelo nome e ele correu atrás dela .
Ela se escapou dele, subiu numa arvore, mas ele se agarrou com seus dentes em sua saia.
Ela gritou por socorro para os seus visinhos, e enfim ela se separou dele.
Os irmãos prepararam uma armadilha para o lobisomem, mas ele tinha indo na casa dela. Ela estava dormindo e ele a atacou arrancando os seus seios. E a matou. Seus irmãos armados, viram que ela tava morta, mataram o lobisomem.
TAILANA

A história do piticinho
Minha vó contava para meus tios e para minha mãe que quando ela e o pai dela (meu bisavô)passavam de charrete por um estradão, que era uma descida, um piticinho (burrinho)acompanhava-os. Mas quando subiam o serro o piticinho já não estava mais em parte nenhuma. Isso acontecia por causa que um piticinho tinha morrido nesse lugar... As terras eram do meu bisavô, mas depois passou a ser do meu vô (João) que hoje já não vive mais. Essas terras ficaram conhecidas como CANHADO DO PITIÇO!!
ANA