segunda-feira, 13 de julho de 2009

Terceira oficina



Terceira oficina

Realizamos o terceiro encontro na noite do dia dez de junho. Este que foi muito bem planejado pela instrutora Daiana. Iniciamos juntamente com o grupo da Matemática para a atividade de integração com uma história narrada pela instrutora, História do autoconhecimento, e que nós tivemos que acompanhar ouvindo e montando com as peças do tangran todas as etapas da história. Foi uma técnica interessante para as duas áreas porque envolve criatividade, raciocínio, figuras geométricas – uma abordagem da matemática – e a narração – que é conteúdo de português.
Em seguida recebemos um cartão de boas vindas com um bombom e partimos para as atividades teóricas dirigidas pela professora Daiana. Ela apresentou em data show a teoria que aborda as Unidades IX e X. Todos nós participamos da esplanação, pois havíamos lido os textos em casa. Relembramos que texto é toda e qualquer unidade de informação no contexto da interação.
Gêneros textuais são diferentes maneiras de organizar linguisticamente as informações no texto. E a capacidade de perceber as diferenças na organização dos textos pode ser identificada como competência sociocomunicativa.
O texto literário tem uma função estética, não serve apenas para transmitir conteúdos ou informações, mas para recriá-los na sua organização. O texto não-literário tem uma função utilitária de informar, convencer, explicar, etc.
Na sequência do encontro recebemos uma poesia para ler e refletir. Em seguida tivemos uma atividade, que eu particularmente aprecio muito, que é a música. Lemos sua letra oralmente e após cantamos acompanhando o som do CD. “Fico assim sem você” é uma canção de Adriana Calcanhoto que traz consigo o tema “solidão”. Foi muito bem escolhida, pois trata-se de uma música calma, mas ao mesmo tempo de uma leitura sem muita pausa, boa para treinar a oralidade.
As peças do tangran usadas na técnica de integração no início do encontro foram usadas novamente para formarmos todos juntos uma grande figura. Atividade esta que requer muita criatividade. Percebi que nesta tive muita dificuldade provavelmente por não ter exercitado este tipo de habilidade em minha idade escolar.
A professora Daiana retomou alguns aspectos referentes às práticas a serem realizadas com os alunos, e seus devidos relatórios, pois durante a oficina alguns participantes apresentaram algumas dúvidas.
Lemos em seguida duas poesias do TP3, “Bom dia” e “Poema tirado de uma notícia de jornal”. Escolhemos uma para discutir de que forma trabalhá-la em sala de aula. Surgiram inúmeras idéias interessantes, como por exemplo a de transformar a segunda poesia em uma verdadeira notícia de jornal.
Logo após realizamos a avaliação desta oficina e todos nós concordamos que foi muito boa pela troca de experiências e práticas em sala de aula, pela retomada da teoria e pelas técnicas diversificadas aplicadas por Daiana. Estas nos servem de sugestões para o nosso trabalho com o aluno.


HISTÓRIA DO AUTOCONHECIMENTO

Era uma vez uma folha de papel quadrada inconformada com a quadradice de sua vida. Entrou em crise.
Sua primeira reação foi se olhar sob outros ângulos.
Em busca de transformação, a folha se preparou e fez um movimento de voltar-se para si mesma.
A transformação conseguida com esse movimento deixou a folha muito feliz. Contente, partiu-se e descobriu em si novas formas: triângulos.
Ao repetir o movimento de voltar-se para si em um dos triângulos, mesmo sob outros ângulos, descobriu novos triângulos.
Inconformada com a repetição dos triângulos, saiu em busca de nvos movimentos. Reage. Estuda seu grande triângulo e faz outro movimento de voltar-se para si, com outra disposição.
Parte-se. Abandona a parte já conhecida (triângulo) e encontra uma nova forma: um trapézio.
Virou que virou até que se descobriu... um barco!! Ufa!! Transformação total. Pôde viajar por “mares nunca dantes navegados”.
E viajou: mares longínquos, águas desconhecidas, profundas, até que, durante uma tempestade (como essas que há na vida de todos nós), foi arremessada contra o rochedo e partiu-se ao meio.
Nova reação! Olhou-se sob outro ângulo e se descobriu...um par de sapatos!!!
Caminhou por terras longínquas, terras exóticas, terras misteriosas, caminhou tanto que chegou a gastar o calcanhar de um de seus sapatos.
Mas, sua determinação não a deixava desistir. Continuou a explorar outros espaços, caminhando com um só sapato, até que, distraída, não viu que “no meio do caminha tinha uma pedra” e tropeçou. O sapato partiu-se e perdeu o bico.
Ao perder o bico costatou que lhe restava sua forma original: o quadrado – sua identidade: sua essência enriquecida por novos conhecimentos, experiências e possibilidades!!!

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