segunda-feira, 20 de julho de 2009

PROJETO DE LEITURA

GRUPO 01:Simone, Isolde, Lisete, Márcia e Nair

TEMA: Ler com prazer é só querer.

OBJETIVO:
Incentivar o aluno à leitura de diferentes tipos de textos, levando-o a perceber a importância destes para a sua vida.

OBJETO DE PESQUISA:
Leitura de diferentes tipos de texto.

JUSTIFICATIVA: Considerando que:
Os alunos têm necessidade de praticar a leitura de diferentes tipos de textos e perceber a importância dos mesmos no dia-a-dia.
Que a leitura exige do aluno uma maior concentração em relação a outras atividades do seu cotidiano.
Que a leitura deve ser praticada com prazer e não por obrigação.
Que os alunos não têm persistência na leitura completa de uma obra literária ou de outros gêneros textuais.

FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
Texto é toda e qualquer unidade de informação no contexto de interação o qual pode ser encontrado com variabilidade nos modos de organização. Cada texto realiza um gênero textual diferente que ocorre em situações diferentes, portanto, com características próprias.
O texto pode ser oral ou escrito, literário ou não literário.( de qualquer extensão).
BaKhtin define os gêneros do discurso como tipos relativamente estáveis de enunciados constituído historicamente e que mantêm uma relação direta com a dimensão social.
Gêneros textuais são realizações linguísticas concretas definidas por propriedades sócio-comunicativas; eles constituem textos empiricamente cumprindo funções em situações comunicativas; sua nomeação abrange um conjunto aberto e praticamente ilimitado de designações concretas determinadas pelo canal, estilo, conteúdo, composição e função, exemplos de gêneros: telefonema, sermão, carta comercial, carta pessoal, romance, bilhete, reportagem jornalística, aula expositiva, notícia jornalística reunião de condomínio, cardápio, instruções,horóscopo, receita culinária, bula de remédio,lista de compras, instruções de uso, outdoor, inquérito policial, resenha, edital de concurso, piada, conversação espontânea, conferência, carta eletrônica, bate-papo virtual, aulas virtuais, etc.
Tipos textuais são constructos teóricos definidos por propriedades linguísticas intrínsecas; constituem sequências linguísticas ou sequências de enunciados no interior dos gêneros e não são textos empíricos; sua nomeação abrange um conjunto limitado de categorias teóricas determinadas por aspectos lexicais, sintáticos, relações lógicas, tempo verbal; designações teóricas dos tipos: narração, argumentação, descrição, injunção, predição e exposição.
Todos os textos se manifestam sempre num ou outro gênero textual.
Um maior conhecimento do funcionamento dos gêneros textuais é importante tanto para a produção como para a compreensão .
Os PCN sugerem que o trabalho com o texto deve ser feito na base dos Gêneros, sejam eles orais ou escritos, abordando as sequências tipológicas.
No ensino de uma maneira geral, em sala de aula de modo particular, pode-se tratar dos gêneros, nesta perspectiva, e levar os alunos a produzirem ou analisarem eventos linguísticos os mais diversos, tanto escritos como orais, e identificarem as características de gênero de cada um e as sequências tipológicas.
Ensinar é dar condições ao aluno para que ele se aproprie do conhecimento historicamente construído e se insira nessa construção como produtor de conhecimento. É ensinar a ler para que o aluno se torne capaz dessa apropriação, pois o conhecimento acumulado está escrito em livros, revistas, jornais, relatórios e arquivos.E é ensinar a escrever porque a reflexão sobre a produção de conhecimento se expressa por escrito.
A leitura é um processo, uma prática social que envolve a interação entre os sujeitos e na qual o leitor realiza o trabalho de desconstruir e construir os significados do texto, de acordo com os seus objetivos, seu conhecimento prévio – linguístico, textual e de mundo -, do assunto, do autor, levando em conta o contexto em que está inserido, as histórias de leitura e as experiências vividas. Assim, ler não é uma questão de recepção passiva, nem é simplesmente decodificar, pois a decodificação é apenas um dos procedimentos que o leitor utiliza quando lê, já que a leitura envolve também outras estratégias como a seleção, a antecipação, as inferências e as verificações. E esses procedimentos são os que auxiliarão o leitor no decorrer da sua leitura, no momento em que ele tiver que tomar decisões diante do desconhecido.
Vimos que a leitura e a escrita devem ser concebidas dentro de práticas sociais, tornando o aluno capaz de participar de sua comunidade de forma efetiva.
Segundo a professora Rosineide Magalhães, no texto “Letramento como Prática Social”, a escrita e a leitura são consumidas, hoje, pelas pessoas como meio de sobrevivência, com o objetivo de formação acadêmica, profissional, integração e interação social, resolução de problemas cotidianos, condição de entender o mundo e suas tecnologias.
Letramento: conjunto de práticas que denotam a capacidade de uso de diferentes tipos de material escrito. HOUAISS, 2004. Letramento é refletir, interpretar,é a leitura e compreensão de textos,leitura de mundo com função social. Respeito às diferenças culturais . São práticas sociais que utilizam a escrita como libertação, construção da autonomia.
Alfabetização é ensinar o código escrito,signos e seus significados,ensinar a leitura,codificação e decodificação e participação em um mundo desconhecido.
Alfabetização: é um processo dentro do letramento e, segundo Magda Soares, é a ação de ensinar/aprender a ler e a escrever.
A criança, mesmo não alfabetizada, já pode ser inserida em um processo de letramento. Pois, ela faz a leitura incidental de rótulos, imagens, gestos, emoções. O contato com o mundo letrado é muito antes das letras e vai além delas.
A leitura e a escrita são atividades de comunicação e são utilizadas com funções diferenciadas também da oralidade. Essas situações são parte da cultura ao mesmo tempo em que a constroem historicamente.
Trabalhar os textos a partir de uma discussão e roteiro de perguntas sobre a sua relação com a situação da qual faz parte, pode levar os alunos a refletir sobre os significados transmitidos e sobre as próprias competências de leitura e escrita.
Na escola, uma questão fundamental a ser resolvida é a dos objetivos de leitura dos alunos. O que eles lêem nos limites da escola quase sempre corresponde a objetivos de leitura do professor e da instituição escolar.
Sabemos que qualquer experiência na vida de uma pessoa tende a ter melhores resultados quanto mais ela atende a objetivos claros e verdadeiros para o sujeito que a vivencia. Com a leitura não é diferente: quanto mais ela tiver um objetivo claro e for significativa para o aluno, mais ele vai buscar o material mais adequado, ou vai ler com mais disposição o que lhe é oferecido e com mais facilidade vai compreendê-lo.
É essencial, pois que o professor tente ajudar seu aluno a desenvolver a consciência da importância, não só de ler, como também dos diferentes tipos de leitura. Isso não se consegue repetindo à exaustão o discurso de que “ler é preciso”, “ler é viajar”, “Quem lê sabe mais”. O que nós professores, temos de tentar a todo momento é conhecer os interesses dos alunos, ter clareza quanto ao que eles sabem e oferecer-lhes materiais e experiências de leitura capaz de mobilizá-los. Quer dizer: tornar a leitura verdadeiramente significativa implica criar nos alunos motivos para ler, ou, em outras palavras, ajudá-los a ter necessidade de ler.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS:
- Identificar diferentes gêneros textuais.
- Manusear materiais com diversos gêneros textuais, bem como ver sua importância e utilidade no dia-a-dia.
- Concentrar-se na leitura lendo fluentemente.
- Praticar de diferentes formas e prazerosamente a leitura de obras literárias.
- Incentivar o aluno para a leitura da obra literária do seu início ao fim.

ONDE FAZER: Este projeto será aplicado nas 7ª séries das escolas municipais de Humaitá e Sede Nova, durante a aula de leitura na disciplina de Língua Portuguesa.

METODOLOGIA
Mediante as dificuldades apresentadas pelos alunos em relação à leitura de obras literárias e outros gêneros textuais, optou-se pela coleta de material que contenham os mesmos, bem como novos métodos, objetivando uma leitura mais eficaz.
A área de execução das atividades será a sala de aula, a biblioteca da escola e a pública, salas de vídeo e informática e outros ambientes que favoreçam a leitura de gêneros diversos.
Os alunos serão monitorados pelo professor durante as atividades realizadas visando um melhor aproveitamento. Sempre que se fizer necessário serão realizadas paradas para replanejar as ações.
Os recursos a serem utilizados serão: obras literárias, vídeo, computador, bula de remédio, receitas(culinária e médica), propagandadata show, televisão, jornal, revista, gibis e outros.

CRONOGRAMA
01 a 15 de agosto– Apresentação da proposta aos alunos.
16 a 31 de agosto – coleta, identificação e sociaização de material de leitura de diferentes gêneros (manuseio de bulas, receitas, etc...)
01 a 14 de setembro – montagem de painel ilustrado com textos diversos e discussão acerca de sua utilização.
15 a 30 de setembro – dinâmica de grupos para elaboração e apresentação de diferentes gêneros textuais.

EQUIPE DE TRABALHO
Docentes de Língua portuguesa e alunos das 7ª séries.

AVALIAÇÃO
A avaliação será realizada através do acompanhamento permanente do educando, da reflexão, da revisão do planejamento para criar novos encaminhamentos. Desta maneira, a avaliação não é somente do aluno, mas também do professor que deverá ajustar o processo de ensino-aprendizagem que promova a evolução dos mesmos.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Avançando na prática

Quando participamos das festas da nossa cidade estamos valorizando a nossa cultura, as tradições que foram transmitidas de geração a geração (Unidade 14 - seção 3).
Passei de forma oral para os alunos informações sobre "cultura" e "tradição". Lancei-lhes em seguida algumas perguntas para introduzir a atividade : o que faz parte da nossa cultura? quais as festas que fazem parte da nossa cultura? E chegamos ao ponto em que quis chegar, a festa de São João da escola, que aconteceu há três dias e para a qual toda a comunidade estava convidada.
Sentamo-nos em círculo para conversarmos sobre a festa, partindo da pergunta: o que é tradição em nossas festas juninas? Trocamos idéias, informações e elencamos uma série de itens: quadrilha, casamento caipira, vestimenta característica, quitutes, ornamentação, diversão e brincadeiras.
Em duplas os alunos criaram um texto sobre a festa de São João, não esquecendo de descrever os itens que elencamos como tradição em nossas festas juninas.

Texto produzido pelas alunas Ana Laura e Liliane, 5ª série.

São João
São João é uma festa relacionada a caipira. É comemorado no dia 24 de junho.
A festa de São João da Escola Fernando Ferrari foi festejada dia 04 de julho. Teve muitas apresentações, casamento caipira, quadrilhas. Nessa festa os alunos se vestem de caipira, as roupas são geralmente coloridas e exageradas. As mulheres se maquiam muito...
Os quitutes juninos geralmente são: pipoca, rapadura, pé-de-moleque, quentão, puxa-puxa, etc. Tinha também refrigerante e cerveja.
Teve pescaria para a criançada e correio do amor. A pescaria é uma diversão para as crianças, onde elas pescam ao invés de peixes, fichas enumeradas que valem prêmios. No correio do amor tem cartõezinhos com mensagens, que as meninas e os meninos compram para mandar pro seu amor.
Quem animou o arraiá da escola Fernando Ferrari foi a Banda Produção Musical. A ornamentação foi feita com balões, pipas e máscaras coloridas.
"O arraiá tava muito bão, pena que farto bastante gente pra dança e toma quentão..."
Avançando na prática

Apliquei no dia 07 de julho o avançando na prática da Unidade 13, TP4. Apresentei o título da poesia “Cidadezinha qualquer”e pedi que pensassem sobre o que se trataria a poesia. Surpreendi-me com as hipóteses levantadas pelos alunos da 5ªsérie, que constataram se tratar de “uma cidade simples, pequena, normal, com poucas lojas e poucas pessoas, mas com um salão para fazer festinha de vez em quando. Uma cidade com coisas diferentes: antigas. Cidade de antigamente com muitas histórias bonitas para contar. Com um povo alegre e feliz porque não dependem do dinheiro, não tem moda e não tem ladrões. As pessoas vivem do seu sustento com as coisas que produzem e um ajuda o outro quando precisa”.
Em seguida passei-lhes a poesia, fiz uma leitura em voz alta e após eles leram. Sugeri que alguns fizessem uma entonação diferente da última estrofe “Eta vida besta, meu Deus”. E outros foram diminuindo a entonação cada vez mais até não se ouvir.
Analisamos a data da publicação da poesia, conferimos com as hipóteses anteriormente levantadas e verificamos que a maioria delas fechava com o ano de 1930 e com os dados apresentados na poesia.
Para finalizar, os alunos realizaram em seus cadernos algumas questões de interpretação do conteúdo do poema.
Cidadezinha qualquer
Casas entre bananeiras
pomar amor cantar.
Um homem vai devagar.
Um cachorro vai devagar.
Um burro vai devagar.
devagar...as janelas olham.
Eta vida besta, meu Deus.
(Carlos Drummond de Andrade)

1- Gostou do poema? Por quê?
2- Ele é simples? Você o entendeu bem?
3- O que você entendeu da poesia confere com o que você tinha pensado a respeito do título?
4- Quantas estrofes tem o poema? E quantos versos?
5- Está correto afirmar que a 1ªestrofe fala das mulheres e a 2ª estrofe fala dos homens?
6- Por que a 1ª estrofe fala em “pomar amor cantar”?
7- Por que o autor diz:
“Um homem vai devagar
Um cachorro vai devagar
Um burro vai devagar.
8- O que o autor quis dizer com o verso “Eta vida besta, meu Deus”?
9- Produzir um texto ou poesia escolhendo um dos assuntos:
· A cidade dos meus sonhos
· A cidade onde moro

A cidade dos meus sonhos

Eu queria um mundo sem violência
Com mais consciência
E com mais inteligência.

Se tivermos mais amor
Teremos mais flor
Se tivermos felicidade
Teremos amor e saudade.

Plantar, amar, criar
Faz parte das páginas da vida.

Avançando na prática

Para a aula do dia 26 de junho escolhi o avançando na prática da Seção 1 – Unidade XI, a qual se trata de uma brincadeira de descrição de objetos e que tem seus passos a sem seguidos listados no TP 3.
A turma foi dividida em duas equipes que sentaram em dois círculos afastados um do outro e seguimos as regras estabelecidas tais como se apresentam no livro.
A atividade foi muito bem recebida pelos alunos, pois sendo uma brincadeira competitiva despertou o interesse de todos. No início os grupos acertavam com facilidade os objetos que estavam sendo descritos e à medida que o jogo avançava perceberam que tinham que dificultar ao grupo adversário, sugerindo objetos menos usados, mais desconhecidos, ou de difícil caracterização.
Percebi que alguns alunos levaram muito a sério a questão da competitividade, encontrando motivos para reclamar quando estavam perdendo o jogo. Outros se divertiram mais porque aproveitaram o momento para brincar e descontrair. E este foi um dos meus objetivos, fazer uma aula diferente, introduzir o gênero textual descritivo de uma forma lúdica, fazendo com que cada integrante de cada grupo descrevesse ao menos uma vez, oralmente, o objeto solicitado.
Após a brincadeira seguimos para o passo seguinte que foi a descrição escrita de um objeto de livre escolha, sendo que o mesmo só poderia ser identificado na última linha do texto. Surgiram ótimas descrições e considero a atividade de hoje uma alavanca para o estudo e a prática deste gênero textual.

Textos produzidos pelos alunos:

Descrição

Para chegar na minha forma, passo por inúmeros processos. Fui retirado das árvores e mesmo sem querer, me tornei , através do homem, mais uma de tantas causas que destroem a natureza. Posso ser de inúmeras cores e formatos. Posso ter várias texturas e ser utilizado de várias formas. Tornei-me um produto comercializável e sou consumido em muitos lugares, para diversas atividades. Recortam-me, me esmagam, me colam, me pintam, me dobram, me enfeitam, me desenham e geralmente acabo na lixeira. É uma pena que as pessoas não me dão o verdadeiro valor que eu mereço. Estou em pratimente em todos os lugares, em anúncios, avaliações, cartas, bilhetes, rascunhos, cadernos, livros, jornais, revistas, gibis, entre outros.
O que seria do homem sem mim?
- Muito prazer, eu sou o papel!
(Lana, Djulia e Mônica)

Descrição

Sou muito importante, faço parte do corpo humano, muitas vezes sou culpado pelos sentimentos bons e ruins. Conforme os cuidados que recebo posso durar por muito tempo ou então tenho que ser substituído. Diante de algum acontecimento posso me emocionar ou acelerar. Posso salvar uma vida após deixar de viver em outra. Sou frágil, preciso de cuidados constantes, não aguento gorduras, bebidas, cigarros em excesso. Muitas pessoas me desenham de forma diferente do que realmente sou, para expressar os mais lindos sentimentos.
Você sabe quem sou eu? Eu sou o coração.
(Ellen e Milena)

quarta-feira, 15 de julho de 2009


Quarta oficina

Na data do dia vinte e sete de junho tivemos mais um encontro do Gestar II. ZOOM (o livro), foi o slides que assistimos no data show da instrutora Daiana, para iniciarmos as atividades do dia. Magnífico! As imagens que vimos prenderam a atenção de todos, começaram a se apresentar com uma figura estranha, talvez uma estrela do mar, um pedaço de madeira recortado, não soubemos classificar exatamente o que era aquilo. A crista de um galo. De um galo, que na imagem seguinte estava atrás de um celeiro... que estava em uma fazenda...que fazia parte de uma maquete...que estava pintada em um quadro..que era capa de um álbum...que estava nas mãos do menino adormecido na cadeira...em um navio...que estava pintado na lateral de um ônibus... A esta altura onde estaria o galo? Depois de tantas imagens sucessivamente se apresentando e cada vez mais se distanciando do ponto de partida, “o galo”, já não o avistávamos mais. Apenas ficou em nossa memória, ou em uma visão retrospectiva das imagens. Estaria atrás do celeiro, que está em uma fazenda...que faz parte de uma maquete... Acreditem! As imagens não acabaram por aí, nos distanciamos ainda mais do bichinho, e cada vez mais. Já estávamos na Califórnia, quando fomos através da televisão ao Arizona, dali partimos em um selo de uma carta para a Austrália, que acabou sendo vista do alto, das nuvens, do espaço. E o “galo”? Ficou lá embaixo, muito distante, muito pequenininho, atrás de um celeiro, que está em uma fazenda... que faz parte de uma maquete... Tive a sensação de estar vendo um filme de trás para frente. Ou seria eu um personagem do filme!? É, acho que foi assim que me senti.
Recontamos o livro - ou o slides – cada grupo optando por uma sequência tipológica. Decidimos fazer uma poesia.


Cadê?

Cadê o galo?
Está no pátio atrás do celeiro.
Cadê o celeiro?
Está na fazenda.
Onde está a fazenda?
Na maquete?
Cadê a maquete?
Está no quadro.
Com quem está o quadro?
Está no álbum com o menino.
Onde está o menino?
No navio.
Cadê o navio?
Está pintado no ônibus.
E o ônibus?
Está na rua.
Em que rua?
Na rua da Califórnia.
Cadê a Califórnia?
Está no filme.
Cadê o filme?
Está passando na televisão.
Onde está a televisão.
No deserto.
Qual deserto?
Do Arizona.
E o Arizona?
Está estampado no selo da carta.
Cadê a carta?
O carteiro levou.
Para quem entregou?
Ara o habitante da Austrália.
Cadê a Austrália?
Eu a vejo do avião.
Cadê o avião?
Está entre as nuvens.
Eas nuvens?
Estão sobre o planeta terra.
Cadê o planeta terra?
Está na minha imaginação.

Prática em sala de aula

Trabalhar com a música é sempre muito gostoso, os alunos gostam, a aula se torna atraente, animada e produtiva. Escolhi “Menininha”, de Tchê Garotos, para realizar a atividade com a 5ª série, com a qual trabalho.Iniciamos as atividades lendo o texto (a letra da música) uma vez silenciosamente para em seguida ler em voz alta. Depois de todos lerem uma estrofe passamos a ouvir a música e acompanhá-la cantando. Em seguida sentaram-se em duplas para fazerem as questões de interpretação, que não conseguimos corrigir por falta de tempo. Enquanto pensavam e escreviam, deixei rodar o cd, a pedido deles. Estas foram sendo realizadas e eventualmente surgiam dúvidas como: quem são os ouvintes deste tipo de música? Estas dúvidas eram esclarecidas através de novas interrogações como: você ouve estas músicas? Quem mais as ouve?À medida que a aula ia se desenvolvendo fui fazendo algumas observações. Percebi que vários alunos estranharam ter que ler a canção, como se para eles letra de música não fosse considerada um texto. Na hora de cantar, a maioria cantou e se animou, porém alguns não conseguiram se soltar, muito menos balançar o corpo, ou dançar, revelando certa timidez e uma falta de disposição para se mexer, longe de sua mesa e cadeira. Dessa forma considero necessário investir mais neste tipo de aula, que faz a turma se movimentar, devido a dificuldade que alguns alunos apresentaram.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Menininha
Tchê garotos


Todos os dias na escola quando eu via você
Meu coração batia forte eu nem sabia por que
Eu era apenas um menino descobrindo a paixão
Eu te olhava todo tempo e nem sabia a razão

Até que um dia seus olhos olharam nos meus
Suas mãos na minha mão tocou
O primeiro beijo me fez entender
O que eu sentia era amor
Tudo parecia um sonho dentro de mim era só felicidade
Até que meu pai me falou meu filho nós vamos pra outra cidade

Cresci longe da menininha
Eu nunca esqueci a minha menininha
Ah
Avisa que eu to voltando
Avisa que eu to chegando
Eu voltei pra gritar
te amo te amo te amo te amo

Até que um dia seus olhos olharam nos meus
Suas mãos na minha mão tocou
O primeiro beijo me fez entender
O que eu sentia era amor
Tudo parecia um sonho dentro de mim era só felicidade
Até que meu pai me falou meu filho nós vamos pra outra cidade

Cresci longe da menininha
Eu nunca esqueci a minha menininha
Ah
Avisa que eu to voltando
Avisa que eu to chegando
Eu voltei pra gritar
te amo te amo te amo te amo

Ahh
Que saudade da minha menininha
Que saudade da minha menininha
Que saudade da minha menininha
Que saudade da minha menininha

Questionário de interpretação da música:
1- Quem toca e canta esta canção?
2- Quem são os ouvintes deste tipo de música?
3- Por que o nome da música é "Menininha"?
4- Se você tivesse que trocar o nome da música qual colocaria?
5- Qual é o assunto que ela trata?
6- Podemos dizer dque a letra, sem a música é uma poesia? Por quê?
7- Quem é a menininha da música?
8- Você gosta desta canção? Por quê?
9- Esta canção é um tipo de texto oral e escrito. Você concorda com esta afirmação?
10- Conte em poucas palavras o que diz a música.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Terceira oficina



Terceira oficina

Realizamos o terceiro encontro na noite do dia dez de junho. Este que foi muito bem planejado pela instrutora Daiana. Iniciamos juntamente com o grupo da Matemática para a atividade de integração com uma história narrada pela instrutora, História do autoconhecimento, e que nós tivemos que acompanhar ouvindo e montando com as peças do tangran todas as etapas da história. Foi uma técnica interessante para as duas áreas porque envolve criatividade, raciocínio, figuras geométricas – uma abordagem da matemática – e a narração – que é conteúdo de português.
Em seguida recebemos um cartão de boas vindas com um bombom e partimos para as atividades teóricas dirigidas pela professora Daiana. Ela apresentou em data show a teoria que aborda as Unidades IX e X. Todos nós participamos da esplanação, pois havíamos lido os textos em casa. Relembramos que texto é toda e qualquer unidade de informação no contexto da interação.
Gêneros textuais são diferentes maneiras de organizar linguisticamente as informações no texto. E a capacidade de perceber as diferenças na organização dos textos pode ser identificada como competência sociocomunicativa.
O texto literário tem uma função estética, não serve apenas para transmitir conteúdos ou informações, mas para recriá-los na sua organização. O texto não-literário tem uma função utilitária de informar, convencer, explicar, etc.
Na sequência do encontro recebemos uma poesia para ler e refletir. Em seguida tivemos uma atividade, que eu particularmente aprecio muito, que é a música. Lemos sua letra oralmente e após cantamos acompanhando o som do CD. “Fico assim sem você” é uma canção de Adriana Calcanhoto que traz consigo o tema “solidão”. Foi muito bem escolhida, pois trata-se de uma música calma, mas ao mesmo tempo de uma leitura sem muita pausa, boa para treinar a oralidade.
As peças do tangran usadas na técnica de integração no início do encontro foram usadas novamente para formarmos todos juntos uma grande figura. Atividade esta que requer muita criatividade. Percebi que nesta tive muita dificuldade provavelmente por não ter exercitado este tipo de habilidade em minha idade escolar.
A professora Daiana retomou alguns aspectos referentes às práticas a serem realizadas com os alunos, e seus devidos relatórios, pois durante a oficina alguns participantes apresentaram algumas dúvidas.
Lemos em seguida duas poesias do TP3, “Bom dia” e “Poema tirado de uma notícia de jornal”. Escolhemos uma para discutir de que forma trabalhá-la em sala de aula. Surgiram inúmeras idéias interessantes, como por exemplo a de transformar a segunda poesia em uma verdadeira notícia de jornal.
Logo após realizamos a avaliação desta oficina e todos nós concordamos que foi muito boa pela troca de experiências e práticas em sala de aula, pela retomada da teoria e pelas técnicas diversificadas aplicadas por Daiana. Estas nos servem de sugestões para o nosso trabalho com o aluno.


HISTÓRIA DO AUTOCONHECIMENTO

Era uma vez uma folha de papel quadrada inconformada com a quadradice de sua vida. Entrou em crise.
Sua primeira reação foi se olhar sob outros ângulos.
Em busca de transformação, a folha se preparou e fez um movimento de voltar-se para si mesma.
A transformação conseguida com esse movimento deixou a folha muito feliz. Contente, partiu-se e descobriu em si novas formas: triângulos.
Ao repetir o movimento de voltar-se para si em um dos triângulos, mesmo sob outros ângulos, descobriu novos triângulos.
Inconformada com a repetição dos triângulos, saiu em busca de nvos movimentos. Reage. Estuda seu grande triângulo e faz outro movimento de voltar-se para si, com outra disposição.
Parte-se. Abandona a parte já conhecida (triângulo) e encontra uma nova forma: um trapézio.
Virou que virou até que se descobriu... um barco!! Ufa!! Transformação total. Pôde viajar por “mares nunca dantes navegados”.
E viajou: mares longínquos, águas desconhecidas, profundas, até que, durante uma tempestade (como essas que há na vida de todos nós), foi arremessada contra o rochedo e partiu-se ao meio.
Nova reação! Olhou-se sob outro ângulo e se descobriu...um par de sapatos!!!
Caminhou por terras longínquas, terras exóticas, terras misteriosas, caminhou tanto que chegou a gastar o calcanhar de um de seus sapatos.
Mas, sua determinação não a deixava desistir. Continuou a explorar outros espaços, caminhando com um só sapato, até que, distraída, não viu que “no meio do caminha tinha uma pedra” e tropeçou. O sapato partiu-se e perdeu o bico.
Ao perder o bico costatou que lhe restava sua forma original: o quadrado – sua identidade: sua essência enriquecida por novos conhecimentos, experiências e possibilidades!!!

Segunda oficina

Na segunda oficina assistimos o filme Narradores de Javé e comentamos sobre o mesmo. Em seguida estudamos a organização do material do Gestar II.

Relatório do filme

Narradores de Javé, dirigido por Rui Pires e André Montenegro, é um filme que pode ser trabalhado em sala de aula para se observar a importância da escrita e a diferença entre ela e a oralidade. Seu enredo se faz em torno da possível construção de uma usina no Vale de Javé, cansando grande polêmica entre seus moradores que tentam impedir que a construção ocorra. A única saída que encontram é o resgate e o registro das histórias locais, para que seja considerado patrimônio histórico.
Sendo assim, recorrem ao único capaz de registrar tais relatos, pois domina a escrita. Biá, que foi expulso do local por ter inventado histórias mentirosas sobre os moradores, torna-se o escriba e é nele que todo o povoado coloca suas esperanças. Porém, trata-se de um malandro que ouve as narrativas e as menospreza, alegando que são simplórias demais para constarem em um livro com tamanha importância. Percebe-se , então, neste contexto o valor delegado à escrita em relação a oralidade. Exatamente como na sociedade atual onde ocorre discriminação em relação ao modo de pensar e expressar-se, principalmenteda populaçao menos favorecida economicamente ou de povoados distantes das grandes metrópoles. Valoriza-se, portanto, quem domina muito bem a língua oral e escrita, ou seja, quem domina a línguagem padrão. Bem como no filme, em que os moradores do Vale de Javé dependem esclusivamente de Biá, que possui o conhecimento da escrita, para a resolução do seu problema.
Nós professores muitas vezes exercemos o papel de escriba, pois temos um domínio maior do código escrito. Esta atitude se evidencia quando trabalhamos com nosso aluno as diferenças entre oralidade e escrita. É necessário que não valorizemos um código mais do que o outro. É preciso, sim, que mostremos as características específicas que seguem cada uma e o modo correto que devem ser usadas nas diferente situações em que nos encontramos.

Gestar II - primeira oficina




Primeira oficina.

Realizou-se no dia 14 de maio o primeiro encontro do GESTAR II, encontro de apresentação. A secretária de educação fez a abertura desejando as boas vindas a todos e um bom Gestar II. Na ocasião as formadoras Daiana, de Português e Adriane, de Matemática receberam os professores participantes das respectiva áreas com um poema “Receita de dizer o nome”, de Roseana Murray. A partir deste cada um construiu um fractal para fazer sua apresentação. Os professores também falaram a respeito de suas espectativas em relação ao curso e percebeu-se que a maioria deseja progredir como profissional da educação, trocando experiências e coletando sugestões diversificadas para se trabalhar em sala de aula.
Em seguida aconteceu a apresentação propriamente dita do GestarII, carga horária, avaliação, objetivos. Foram marcados alguns encontros, apresentado o material de estudo e foram dadas algumas orientações sobre atividades a serem realizadas em casa.
Para encerrar assistimos a mensagem “A ponte” que mostra que temos que ser o elo de ligação do Gestar II com a sala de aula.