Memorial
Lembro-me pouco dos meus primeiros anos escolares. Alguns aspectos que estão em minha memória são informações que recebi de meus pais, como por exemplo, de que ingressei na primeira série com seis anos de idade, tendo frequentado anteriormente o jardim de infância e o pré-escolar. A escola onde estudei até a quarta série, sim, foi marcante. Era o antigo Grupo Escolar da Sede, uma escola com estrutura pequena, mas muito bonita. Esta permanece até hoje, com algumas reformas, novas pinturas e é ali que funciona a APAE.
Brincávamos muito no pátio escolar, muitas das brincadeiras ficaram gravadas em minha lembrança, e só na lembrança, pois são brincadeiras ultrapassadas, como: ovo-ovo-choco, negrinhos da África, passa- passará, mamãe eu quero um doce, diabo rengo, quantos passos posso dar, rodas cantadas como Ciranda Cirandinha, Terezinha de Jesus, A carrocinha pegou, Roda cutia e tantas outras.
O acesso a livros na escola quase não acontecia, eram lidas mais as cartilhas e livros didáticos em sala de aula. Também não tenho lembrança de que frequentássemos alguma biblioteca com a professora. Eu, particularmente tive contato com os livros porque meu pai, sendo professor de Língua Portuguesa, mantinha uma pequena biblioteca em casa, com diversas coleções, infantis, infanto-juvenis; clássicos, romances, literários, etc. Leitura, portanto, não me faltava em casa. Li quando criança quase todos os clássicos Cinderela, Branca de Neve e os sete anões, Os três porquinhos, João e Maria, etc.; alguns livrinhos religiosos como Sansão e Dalila, José do Egito, Caim e Abel e diversos. Na adolescência procurava livros de meninas ou de aventuras, li Heidi, Rebeca do Vale do Sol, Marina Marina, Ao sol da meia-noite, Cem noites tapuias, Um cadáver ouve rádio e muitos outros, todos encontrados em minha própria casa.
Entretanto, não foi através da escola que desenvolvi o hábito da leitura que permanece comigo até hoje, mas foi porque meu pai me proporcionou este contato direto com os livros desde muito cedo. As histórias que ouvi foram contadas também por ele, que sempre gostou muito de nos passar, a mim e a meus irmãos, histórias da Bíblia, muito gostosas de serem ouvidas.
Não gostava de escrever, as redações que eram exigidas na 8ª série e no 2º grau eram as atividades que menos me agradavam. Se ao menos os temas a serem desenvolvidos fossem escolhidos por mim!
Atualmente leio muito, leio o que gosto, literatura, romances - li vários de Luis Antônio de Assis Brasil: Videiras de cristal, As virtudes da casa, Perversas famílias -. Leio obras nacionais e estrangeiras, desde que o prólogo me interesse. Conquistei também a habilidade da escrita. Acredito que a construí cursando faculdade e pós-graduação e praticando sempre que participo de cursos como este.
As bibliotecas escolares do município estão abastecidas de obras de diversos estilos satisfazendo a todos os gostos, graças ao empenho da Secretaria Municipal de Educação e Cultura que investe muito na cultura, realizando a cada dois anos a Feira do Livro e comprando anualmente novas coleções de acordo com o que é mais procurado pelos alunos.
